Você nunca foi embora de verdade. Em todos os cantos e contos tinha você. Em tudo que era eu tinha você. Como uma história antiga, um versão acústica de uma canção de amor, como tudo o que é bonito, você parecia ser brecha de sol que aparece em céu nublado. E eu pensava caminhar só sem perceber o peso da sombra que eu carregava. A sombra de um você-fantasia, um você-perfeito, um você-ainda-não-deu-certo-mas-vai-dar. Você era pedaço meu, história minha, pedaço do mundo. E então eu percebi que tinha certas portas que eu não conseguia passar porque tinha você. Você que sempre me pareceu janela para o novo mundo agora era o que me freava. Como te soltar se eu tinha medo que eu me quebrasse, como se tu que me fizesse inteira? Como se eu só fosse eu enquanto existisse você? Tua parte ruim já fazia parte de mim. Sem você eu pensava que não sabia mais ser. Mas o destino foi cercando... era tudo porta pequena, espaço contado pra eu-sozinha e não eu-você. E agora eu quero entrar. A porta está aberta. Tem um tapete de boas vindas e lá dentro tem alguém chamando meu nome.
Você nunca foi embora de verdade, mas só agora percebi que não recordo a última vez que realmente esteve aqui. Chegou o momento de escolher e dizer:
ad(EU)s.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 juras e anúncios.:
Postar um comentário
E então...