Me pego parada a uma da manhã querendo dar a volta no mundo pra ver se assim percebo meu lugar. Meu sentimento de pertença é só comigo e talvez nem isso, me encontro perdida em mim mesma, com as mãos entre os cabelos procurando a melhor posição até tudo ficar dormente igual como estou. Escuto uma música e outra, assisto um filme e outros, me olho no espelho e nada. Só tenho sentido aquilo que a gente esconde por tanta desimportância que tem. E eu tento falar, eu juro que tento falar, mas não consigo, as palavras se embolam em minha boca e então me escuto dando uma gargalhada, como se estivesse tudo bem. E está. Está tudo normal.
Está tudo como sempre esteve.
