O pomo de ouro.

"Eu abro no fecho". E assim preciso seguir. Faz três horas que não paro de chorar e parece que minhas lágrimas são um rio que nunca seca. Quando estou triste por você e tento lembrar de algo bom, é de você que eu lembro. E tudo dói em dobro. Você parece uma doença em mim e dói em todos os lugares. Minha irmã me pegou chorando, perguntou o que eu tinha e quase respondo que tenho você. Mas ela não entenderia, porque as pessoas não compreendem como estou por dentro. As pessoas nos veem pequenos, porque você nunca deixou que fôssemos grande coisa, mas eu nos via do tamanho do mundo e estou proporcionalmente ferida. Têm certas coisas que são sagradas e outras que são sentidas tão fortes quanto ácido corroendo o peito e, se tu soubesses como cada palavra que tu disse me rasgou, jamais as teria dito. Sigo juntando meus pedaços e tentando lembrar que eu sempre fui maior que tudo isso. "Jamais será", lembro você dizendo, em outro, mas parecido contexto. Lembro de cada palavra e não serão esquecidas. Mas de você, eu vou esquecer. Pensei que nosso fim seria o ódio, a raiva e o desgosto, mas será apenas esquecimento. Obrigada por pedir desculpas e me desculpe por ainda não ter conseguido responder que te (nos) perdôo. 

É que eu preciso ME perdoar de verdade.

Esse é mais um texto escrito entre lágrimas e sem beleza alguma, mas com um significado enorme.



Paz é quando você se perdoa. E, mais uma vez, passo por isso.


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