Do perdão.



Hoje, finalmente, olhei pra trás e me perdoei. Por todos os meus excessos, por todas as minhas dores e por todas as vezes que me culpei por coisas que não tive culpa alguma. Olhei pra mim e disse: eu me perdôo. Tenho estado pensativa, corpo presente e mente não sabia por onde andava, mas descobri... eu estava em mim. Me entendendo, me revendo, me compreendendo. E me perdoando. Eu me perdôo. Eu me perdôo por ter aberto minhas portas e por tanto ter me doado e me doído por quem nunca se doou para mim. Eu me perdôo. Eu estou perdoada. Eu finalmente me perdoei. Eu me perdôo porque eu não sei o exato porquê de ter passado por tudo isso, mas entendo que precisava passar por tudo o que passei. Eu me perdôo por ter amado um outro mais do que a mim mesma. Eu me perdôo por todas as vezes que não fiz por mim, mas fiz por ele. Eu me perdôo por ter sofrido tanto que pedia para não acordar no dia seguinte. Eu me perdôo por ter chegado a acreditar que não merecia ser feliz. Eu me perdôo por passar semanas numa cama sem vontade de viver. Eu me perdôo por ter me humilhado por quem nunca me olhou de verdade. Eu me perdôo por ter sido base e escada para quem nunca foi meu ombro. Eu me perdôo. E talvez eu precise me lembrar disso todos os dias por algum tempo, mas me perdoei. Perdoar não é esquecer, e irei sempre lembrar. Mas perdoar é deixar tudo leve. Hoje eu li: paz é quando você se perdoa. E, compreendi: essa estranheza que não sabia dar nome se chama perdão. Amém.


PS.: esse não é um texto bonito e poético. Esse é um texto sobre perdão e o perdão em si é poesia. 
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