Flores.

Sinto necessidade de escrever, mas não sei exatamente sobre o quê. Nenhum pensamento parece muito claro e nenhuma opinião parece concreta. Ter você de volta na minha vida transformou a calmaria forjada num caos. É como se, todo esses meses, minha vida tivesse sido um peça esperando o ato final e esse ato final fosse a tua chegada, a tua volta, a tua presença. Você é a mais clara lembrança do que minha ingenuidade e boa fé podem causar. E então, quando eu havia decidido que espalhar amor e luz é doar pedaços de si até se faltar mais do que se ter (e ser), você volta. E pede um pouco da minha boa vontade. Você pede que eu me doe só mais um pouquinho. Você pede, sem pedir, para que eu esteja lá por você, porque você sabe que eu estarei. Você, como boa folha de outono que decide cair já ao final do inverno, ressurge sabendo que me faço primavera só pra teu caminho ser mais bonito. Você sabe e por isso você vem. Não vou mais me culpar por ser como sou e fazer o que faço, mas olha pro chão com cuidado e não pisa na grama. Porque, apesar de eu continuar crescendo, são tantas reviravoltas que olho pro lado e sim: a do vizinho é sempre mais verde. Por sorte, minha fé diz que ainda é tempo de renascer e florir. Renascer e florir. Nessa ordem. 

Por fim, por todos os males:
A culpa é sua.
A culpa é minha.
A culpa é dessa minha mania de sempre querer ver o mais bonito naquilo que há de mais feio.
Mas eu nunca mais vou culpar o amor.
Nunca. Mais.





"Eu pareço pedra, eu queria ser pedra, mas eu nasci flor".

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E então...

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