Aquelas conversas às 2h da madrugada de uma sexta-feira em que você nem pensa, só escreve, e sai tudo errado, mas tudo certo:
"Eu não exijo muito das pessoas, sabe? Porque por ser pé no chão, minhas expectativas são baixas. Sei que o que eu acho que seria bom pode não ser o bom pra outra pessoa. Pra mim foi bom, mas pra ele pode ter sido péssimo, mesmo eu achando que não foi ruim por tudo o que foi dito. E não falo só sobre isso, mas sobre todas as coisas. Eu sei que o meu certo não é o certo dos outros. (…) Não sou de passar vontade. Principalmente porque não tenho sentimentos por ele. Sou tão estranha que acho que se eu gostasse dele e ele me quisesse novamente só por oportunidade, eu não aceitaria. Porque seria migalha. E amor não deve ser alimentado por migalhas. Ou você o alimenta por meio de um banquete de amor recíproco, ou você pega migalhas e sofre com fome. (...) Nem sei como o amor é, mas imagino que seja tipo algodão doce. (E nem de algodão doce eu gosto. Pensando bem, talvez por isso que eu fuja). Uma vez eu sofri por amor e foi suficiente, hoje em dia tenho uma crença na falta de crença nele. Queria muito que tivesse alguém por aí no mundo que fosse pra mim, ou que se fizesse pra mim, mas sou cética e acho que já não há mais esperança. Então, eu, uma jovem de 22 anos, deixei de acreditar no amor romântico e isso é tão triste que quase me faz chorar, porque posso não crer no amor pra mim, mas acredito no amor pros outros. É entristecedor pensar (e até “saber”) que nunca viverei isso, mesmo que eu queira muito ter alguém para dividir domingos, dias chuvosos e filmes ruins. Uma pessoa que acredita no amor, mas não no amor para si, é tipo uma flor que nunca desabrocha e acho que nunca desabrocharei. Serei sempre uma expectativa que nunca se cumpre, uma estrela que já não é nem mais brilho de bilhões de anos atrás, mas apenas ilusão. Eu queria muito encontrar alguém para compartilhar minha vida, mas não encontro nem alguém pra dividir minhas tardes. E é triste eu ter perdido a fé no amor, mas pelo menos perdi peso também".
Ainda há o que se comemorar. A vida é boa.
Ainda há o que se comemorar. A vida é boa.


Garota.. você é simplesmente foda! E o resto dos comentários fiz em off com você! HAAHAHA amo!
ResponderExcluirLo.. esse texto está super foda, mas eu acredito que você ainda vai desabrochar!! hahaha :)
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