Quis te abraçar, te levar
comigo, te acordar num domingo de manhã e fazer outras coisas sabor vontade, mas
tudo o que fiz foi me manter calada olhando uma parede descascada, cheia de
sonhos rasgados que outrora e sempre tive. Aquele cigarro nunca mais será o
mesmo sem você e a cerveja gelada passou a ter gosto de decepção amarga, azeda,
triste. Até meu filme preferido parece preto e branco, mudo, logo eu nunca
gostei de filmes sem cor, logo eu que sempre gostei de zoada, logo eu... Você
me abraçava como se em teu abraço morasse o melhor do mundo e me fez acreditar
que teus beijos tinham gosto de noite de inverno embaixo de um cobertor quente
e que tuas mãos podiam criar obras de arte e que teus olhos poderiam ver mais
além do que Légolas seria capaz e que você era sonho em vida. Era tudo mentira.
Me doeu tanto que não sei mais o que é verdade. Me dilacerou tanto que já não
sou inteira. Você me mostrou a morte e hoje eu não sou mais.
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Você escreve sobre o que nunca aconteceu ou sobre o que gostaria que fosse, para alguém sem nome como eu? Ou seu inspirador tem carne, ossos, alma e peculiaridades?
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